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sábado, 6 de julho de 2019

Trovadorismo e humanismo - Aula teórica


Trovadorismo e Humanismo
Contexto sócio-histórico e características literárias
Resultado de imagem para trovador
Trovador tocando lira.
O Trovadorismo, que ocorreu entre os séculos XII e XV, foi o primeiro movimento da literatura portuguesa. Com origem na região de Provença, no sul da França, o movimento se espalhou por praticamente todo o continente europeu, na Idade Média. Em Portugal, o desenvolvimento das manifestações literárias trovadorescas coincide com a consolidação do país após o domínio árabe.
A produção poética trovadoresca se divide em dois grupos: poesia lírica, a qual se subdivide em cantiga de amor e cantiga de amigo, e poesia satírica, subdividida em cantiga de escárnio e cantiga de maldizer. Todas elas mantinham um  vínculo intrínseco com a música, uma vez que eram feitas para que fossem cantadas com o acompanhamento de instrumentos. Vejamos, a seguir, cada um desses tipos de cantigas.

Produção Lírica
a) Cantiga de amor: nessa modalidade de cantiga, um eu-lírico masculino exprime o sofrimento causado pelo amor que ele nutre por uma dama inatingível, dirigindo-se a ela. A dama não corresponde aos apelos do eu-lírico por pertencer a uma classe social superior ou, mesmo, por ser casada. A impossibilidade de relacionamento torna a figura da mulher idealizada, pois resta ao eu-lírico apenas contemplá-la. O discurso do eu-lírico é caracterizado pelo amor cortês, que corresponde à “ideia de que o amor é, em si mesmo, fonte de valor, se não de virtude” (ROBL, 1980, p. 6). De acordo com as convenções do amor cortês, o trovador deveria manifestar o seu amor de forma controlada (mesura), por meio da vassalagem amorosa à dama, a qual ocupava posição superior (social e espiritualmente). Notem-se as seguintes
características do plano formal da cantiga de amor, apontadas por Moisés (2006): a) há uma
gradação progressiva da lamentação do eu-lírico entre as estrofes do poema; b) a tendência pelo
uso do estribilho, que é um verso repetido ao final de cada estrofe. A cantiga que apresenta
estribilho é chamada de refrão; a cantiga que não tem estribilho é chamada de cantiga de maestria.
b) Cantiga de amigo: nesse tipo de cantiga, um eu-lírico feminino, geralmente uma camponesa
ou outra figura de perfil social mais popular, exprime o sofrimento causado pelo fato de o seu
amado tê-la abandonado para ir à guerra ou para se relacionar com outra mulher. Diferentemente
da cantiga de amor, o eu-lírico feminino não dirige o seu discurso àquele que ama, mas a
mulheres próximas, como a mãe ou amigas, ou a elementos da natureza. Destacam-se duas
características da cantiga de amigo indicadas por Massaud Moisés (2006):
a) no plano temático, o amor representado é mais realista, sem a idealização da amada da cantiga de amor;
b) no plano formal, a cantiga de amigo tende a apresentar um traço mais narrativo do que a cantiga de amor. Ressalte-se que as cantigas de amor não eram compostas por mulheres, mas por trovadores que construíam uma voz feminina no poema.
Produção Satírica
a) Cantiga de escárnio: nesse tipo de cantiga, o eu do poema tece uma crítica a alguém ou
a um comportamento, num tom sarcástico mais comedido, indireto. Mesmo o nome do
alvo da sátira não é mencionado no poema.
b) Cantiga de maldizer: nessa modalidade de cantiga, o eu do poema faz uma crítica mais
direta e aberta a alguém, inclusive revelando o nome da pessoa atacada, ridicularizando-a.
Esse poema muitas vezes utiliza vocabulário de baixo calão.
O Trovadorismo também produziu novelas de cavalaria, como A demanda do Santo Graal, a qual trata da busca pelo Santo Graal, ou seja, o cálice sagrado, pelos Cavaleiros da távola Redonda do Rei Artur. Segundo Moisés (2006), não foram produzidas novelas de cavalaria originalmente portuguesas, mas versões adaptadas de obras em francês.

Humanismo
O período do Humanismo em Portugal corresponde, cronologicamente,
ao período entre a nomeação de Fernão Lopes (1380?-1460) como Guarda-Mor da Torre do Tombo, em 1418, e o regresso do poeta Sá de Miranda (1481-1558) ao seu país, em 1527, trazendo e divulgando tendências estéticas clássicas. O período coincide com o advento do mercantilismo e com o início das grandes navegações portuguesas.
Esse momento histórico, como o próprio nome sugere, foi marcado pelo antropocentrismo, ou seja, por uma visão de mundo que privilegia o homem e o coloca como centro do mundo, diferentemente do teocentrismo (Deus como centro do mundo) da Idade Média. Embora a religião ainda fosse vigorosa no período, a valorização do homem e da razão emergia como potências que, posteriormente, se intensificariam no Classicismo/Renascimento.

Da literatura desse período, destacam-se:
a) As crônicas historiográficas como as crônicas dotadas de aspectos literários de Fernão
Lopes sobre monarcas portugueses, que igualmente enfatizavam a massa popular, e as crônicas
de Gomes Eanes de Zurara (1410-1473 ou 1474), que também tratavam sobre reis e, pioneiramente, sobre a expansão marítima portuguesa.
b) A poesia palaciana, ou seja, a produção poética surgida nos palácios da corte. O conjunto
de temas representados nessa produção poética era bastante variado: feitos heroicos, sátira, religião e amor, que se vinculavam ao sofrimento, como no Trovadorismo, mas, diferentemente deste, não viam a mulher como um ser completamente idealizado. Dos aspectos formais da poesia palaciana, destaque-se, segundo Moisés (2006), a recorrência da redondilha maior (verso de sete sílabas poéticas) e da redondilha menor (verso de cinco sílabas poéticas).

Gil Vicente

Resultado de imagem para gil vicenteGil Vicente (1465 ou 1466 - entre 1536 e 1540) é considerado “o pai do teatro português”. Embora seja possível que já houvesse teatro em Portugal antes dele, não há registros documentais de outros dramaturgos anteriores a ele. Produziu vários autos pastoris (diálogos pastoris, bucólicos), autos de moralidade (peças que, por meio de alegorias, transmitiam um ensinamento de cunho moral e religioso) e farsas (peça com personagens caricatas, situação cotidiana, que satiriza a sociedade), como também poemas.
O teatro de Gil Vicente satiriza a sociedade da época e os seus vícios, como a corrupção, a imoralidade e a hipocrisia, atacando diretamente figuras típicas de diversos setores sociais, como o fidalgo, o agiota, o comerciante burguês e o clero degradado. Segundo Massaud Moisés, a sua obra moralista “põe em prática o lema do castigat ridendo mores (rindo, corrige os costumes), realizando o princípio de que a graça e o riso, provados pelo cômico baseado no ridículo e na caricatura, exercem
ação purificadora, educativa e purgadora de vícios e defeitos” (MOISÉS, 2006, p.
44). A essa perspectiva moralista se articula uma visão religiosa típica da Idade Média com uma crítica social na sua obra. Frise-se que essa perspectiva religiosa de Gil Vicente não significa que ele apoiasse a Igreja Católica. Muito pelo contrário, sua obra promove uma crítica acentuada à corrupção dos membros da Igreja da época, separando dos valores e crenças da fé cristã a instituição corrompida, justamente por causa de sua perspectiva moral.

Atividades
1. Leia as duas cantigas trovadorescas a seguir e responda: de qual tipo é cada uma dessas cantigas? Justifique com algum elemento do texto. A cantiga A é uma cantiga de amigo, pois ela aborda, tematicamente, a expressão do sofrimento de um eu-lírico feminino ante a ausência de seu amado. A cantiga B é uma cantiga de amor, porque revela a contemplação de um eu-lírico faz de uma dama inatingível. Observe-se que ambas as cantigas são cantigas de refrão, porque apresentam estribilho.

A) Ai eu coitada, como vivo em gram cuidado
Afonso X ou Sancho I
Ai eu coitada, como vivo em gram cuidado
por meu amigo que hei alongado;
muito me tarda
o meu amigo na Guarda.
Ai eu coitada, como vivo em gram desejo
por meu amigo que tarda e nom vejo
muito me tarda
o meu amigo na Guarda
Fonte: <http://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=457&tr=4&pv=sim>. Acesso em: 15 maio 2015.

B) Ai senhor fremosa, por Deus
D. Dinis
Ai senhor fremosa! por Deus
e por quam boa vos El fez,
doede-vos algũa vez
de mim e destes olhos meus
que vos virom por mal de si,
quando vos virom, e por mi.
E porque vos fez Deus melhor
de quantas fez e mais valer,
querede-vos de mim doer
e destes meus olhos, senhor,
que vos virom por mal de si,
quando vos virom, e por mi.
E porque o al nom é rem,
senom o bem que vos Deus deu,
querede-vos doer do meu
mal e dos meus olhos, meu bem,
que vos virom por mal de si,
quando vos virom, e por mi.
Fonte: <http://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=542&pv=sim>. Acesso em: 15 maio 2015.
*********************************************************************************
Leia o seguinte trecho do Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, e responda
às questões 2 e 3.
SAPATEIRO Renegaria eu da festa
e da puta da barcagem!
Como poderá isso ser,
confessado e comungado?!...
DIABO Tu morreste excomungado:
Nom o quiseste dizer.
Esperavas de viver,
calaste dous mil enganos...
Tu roubaste bem trint’anos
o povo com teu mester.
Embarca, eramá pera ti,
que há já muito que t’espero!
SAPATEIRO Pois digo-te que nom quero!
DIABO Que te pês, hás-de ir, si, si!
SAPATEIRO Quantas missas eu ouvi,
nom me hão elas de prestar?
DIABO Ouvir missa, então roubar,
é caminho per’aqui.
Fonte: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000107.pdf>. Acesso em: 15 maio 2015.
2. O Auto da barca do inferno pertence ao gênero dramático, mas sua forma se aproxima da poesia. Aponte um aspecto formal do texto característico da poesia produzida durante o Humanismo que o trecho acima ilustra. Predominância de versos em redondilha maior.
3. No trecho acima, qual aspecto da sociedade é criticado/ironizado por meio da figura do sapateiro? Explique, demonstrando quais atitudes do sapateiro são representativas do aspecto criticado. A hipocrisia dos indivíduos que exercem práticas religiosas, mas não são honestos. O sapateiro praticou atos religiosos durante a sua vida (confessou, comungou e ia a missas), mas roubava o povo ao exercer o seu trabalho.

Sugestão de site público
CANTIGAS Medievais Galego-Portuguesas.
Disponível em:
https://cantigas.fcsh.unl.pt/index.asp
Esse site disponibiliza todas as cantigas medievais dos cancioneiros galego-portugueses, com glossário, lista de autores, manuscritos e cantigas musicadas.

Sugestão de filme
REI Arthur. Direção: Antoine Fuqua. Produção: Jerry Bruckheimer. Intérpretes: Clive Owen, Keira Knightley, Ioan Gruffudd e Stephen Dillane. Produzido por Jerry Bruckheimer Films; Touchstone Pictures. 2004. 1 DVD (126 min).

Referências
CANTIGAS medievais galego-portuguesas. Disponível em: <http://cantigas.fcsh.unl.pt/index.asp>. Acesso em: 13 maio 2015.
MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa. 34. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
ROBL, Affonso. As cantigas d’escárnio e maldizer. Revista Letras, v. 29, p. 5-17, 1980.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Humanismo - Exercícios com gabarito

01. Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa:
a) Em sentido amplo, designa a atitude de valorização do homem, de seus atributos e realizações.
b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.
c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo.
d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura ocidental.
e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a transcendência liberta o homem de seu insignificância terrena.

02. Ainda sobre o Humanismo, assinale a afirmação incorreta:
a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representou a base filosófica e cultural do Renascimento.
b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursor Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca.
c) Denomina-se também Pré-Renascentismo, ou Quatrocentismo, e corresponde ao século XV.
d) Representa o apogeu da cultura provençal que se irradia da França para os demais países, por meio dos trovadores e jograis.
e) Retorna os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade, Beleza e Perfeição.

03. Sobre a poesia palaciana, assinale a alternativa falsa:
a) É mais espontânea que a poesia trovadoresca, pela superação da influência provençal, pela ausência de normas para a composição poética e pelo retorno á medida velha.
b) A poesia, que no trovadorismo era canto, separa-se da música, passando a ser fala. Destina-se à leitura individual ou à recitação, sem o apoio de instrumentos musicais.
c) A diversidade métrica da poesia trovadoresca foi praticamente reduzida a duas medidas: os versos de 7 sílabas métricas (redondilhas menores).
d) A utilização sistemática dos versos redondilhas denominou-se medida velha, por oposição à medida nova, denominação que recebemos os versos decassílabos, trazidos da Itália por Sá de Miranda, em  1527.
e) A poesia palaciana foi compilada em 1516, por Garcia de Resende, no Cancioneiro Geral, antologia que reúne 880 composições, de 286 autores, dos quais 29 escreviam em castelhano. Abrange a produção poética dos reinados de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I – O Venturoso (1495-1521).

04. O Cancioneiro Geral não contém:
a) Composições com motes e glosas.
b) Cantigas e esparsas.
c) Trovas e vilancetes.
d) Composições na medida velha.
e) Sonetos e canções.

05. A obra de Fernão Lopes tem um caráter:
a) Puramente científico, pelo tratamento documental da matéria histórica;
b) Essencialmente estético pelo predomínio do elemento ficcional;
c) Basicamente histórico, pela fidelidade à documentação e pela objetividade da linguagem científica;
d) Histórico-literário, aproximando-se do moderno romance histórico, pela fusão do real com o imaginário.
e) Histórico-literário, pela seriedade da pesquisa histórica, pelas qualidades do estilo e pelo tratamento literário, que reveste a narrativa histórica de um tom épico e compõe cenas de grande realismo plástico, além do domínio da técnica dramática de composição.

06. (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:
a) Compôs peças de caráter sacro e satírico.
b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.
c) Escreveu a novela Amadis de Gaula.
d) Só escreveu peças e português.
e) Representa o melhor do teatro clássico português.

07. (FUVEST-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:
a) A revolta contra o cristianismo.
b) A obra escrita em prosa.
c) A elaboração requintada dos quadros e cenários apresentados.
d) A preocupação com o homem e com a religião.
e) A busca de conceitos universais.

08. (FUVEST-SP) Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:
a) É intricada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com a inesperado de cada situação.
b) O moralismo vicentino localiza os vícios, não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas.
c) É complexa a critica aos costumes da época, já que o autor primeiro a relativizar a distinção entre Bem e o Mal.
d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares mais ridicularizadas e as mais severamente punidas.
e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo.

09. (FUVEST-SP) Diabo, Companheiro do Diabo, Anjo, Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Brísida Vaz, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Analise as informações abaixo e selecione a alternativa incorreta cujas características não descrevam
adequadamente a personagem.
a) O Onzeneiro idolatra o dinheiro, é agiota e usurário; de tudo que juntara, nada leva para a morte, ou
melhor, leva a bolsa vazia.
b) O Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte; leva a amante e as armas de esgrima.
c) O Diabo, capitão da barca do inferno, é quem apressa o embarque dos condenados; é dissimulado e irônico.
d) O Anjo, capitão da barca do céu, é quem elogia a morte pela fé; é austero e inflexível.
e) O Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação integra e exata das leis; leva papéis e processos.

10. Leia com atenção o fragmento do Auto da Barco do Inferno, de Gil Vicente:
Parvo –    – Hou, homens dos breviários,
Rapinastis coelhorum
Et pernis perdigotorum
E mijais nos campanários.
Não é correto afirmar sobre o texto:
a) As falas do Parvo, como esta, sempre são repletas de gracejos e de palavrões, com intenção satírica.
b) Nesta fala, o Parvo está denunciando a corrupção do Juiz e do Procurador.
c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródia dessa língua.
d) Por meio de seu latim, o Parvo afasta-se de seu simplicidade, mostrando-se conhecedor de outra línguas.
e) Ao misturar um falso latim com palavrões, Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão.

1 - E
2 - D
3 - A
4 - E
5 - E
6 - A
7 - D
8 - B
9 - E
10 - D

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Literatura medieval: Trovadorismo e Humanismos (questões com gabarito)

    Resultado de imagem para cantiga de amor e amigo
  1. Nas cantigas de amor,
a)  O trovador expressa um amor à mulher amada, encarando-a como um objeto acessível a seus anseios.
b)  O trovador velada ou abertamente ironiza personagens da época.
c)   O “eu-lírico” é feminino, expressando a saudade da ausência do amado.
d)  O poeta pratica a vassalagem amorosa, pois, em postura platônica,expressa seu amor à mulher amada.
e)  Existe a expressão de um sentimento feminino, apesar de serem escritas por homens.
2. Assinale a alternativa incorreta
a) Na cantiga de amigo, o “eu-lírico” feminino lamenta a ausência do amigo distante;
b) Na cantiga de escárnio, a sátira é feita indiretamente e usam-se a ironia e as ambigüidades;
c) Na cantiga de maldizer, o erotismo pode estar presente;
d) Na cantiga de amor, o apelo erótico é purificado e ocorre a idealização do amor;
e) Na cantiga de amigo, usa-se o refrão, mas não existe paralelismo.
3.(Fuvest-SP) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:
a) Compôs peças de caráter sacro e satírico.
b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.
c) Escreveu a novela trovadoresca Amadis de Gaula.
d) Só escreveu peças em português.
e) Representa o melhor do teatro clássico português.
4. (UNIP) Seu teatro caracteriza-se, antes de tudo, por ser primitivo, rudimentar e popular, muito embora tenha surgido e se tenha desenvolvido no ambiente da Corte, para servir de entretenimento nos animados serões oferecidos pelo Rei. Entre suas obras destacam-se Monólogo do Vaqueiro, Floresta de enganos, O velho da horta, Quem tem farelos? Trata-se de:
a) Martins Pena
b) José de Alencar
c) Gil Vicente
d) Artur de Azevedo
e) Sá de Miranda
5. O Cancioneiro Geral não contém:
a) Composições com motes e glosas.
b) Cantigas e esparsas.
c) Trovas e vilancetes.
d) Composições na medida velha.
e) Sonetos e canções.
6. (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:
a) Compôs peças de caráter sacro e satírico.
b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.
c) Escreveu a novela Amadis de Gaula.
d) Só escreveu peças e português.
e) Representa o melhor do teatro clássico português.
7. (FUVEST-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:
a) A revolta contra o cristianismo.
b) A obra escrita em prosa.
c) A elaboração requintada dos quadros e cenários apresentados.
d) A preocupação com o homem e com a religião.
e) A busca de conceitos universais.
8. (UFMG) Interpretando historicamente a relação de vassalagem entre homem amante/mulher amada, ou mulher amante/homem amado, pode-se afirmar que:
a) o Trovadorismo corresponde ao Renascimento.
b) o Trovadorismo corresponde ao movimento humanista.
c) o Trovadorismo corresponde ao Feudalismo.
d) o Trovadorismo e o Medievalismo só poderiam ser provençais.
e) tanto o Trovadorismo como Humanismo são expressões da decadência
medieval.
9. (UFMG) Nas mais importantes novelas de cavalaria que circularam na Europa medieval, principalmente como propaganda das Cruzadas, sobressaem-se:
a) as namoradas sofredoras, que fazem bailar para atrair o namorado ausente.
b) os cavaleiros medievais, concebidos segundo os padrões da Igreja Católica (por quem lutam).
c) as namorada castas, fiéis, dedicadas,dispostas a qualquer sacrifício para
ir ao encontro do amado.
d) os namorados castos, fiéis, dedicados que, entretanto, são traídos pelas namoradas sedutoras.
e) os cavaleiros sarracenos, eslavos einfiéis, inimigos da fé cristã.
10. (PUC-RS) As narrativas que descrevem as lutas dos cruzados envolvem sempre um herói muito engajado na luta pela cristandade, podendo ser a um só tempo frágil e forte, decidido e terno, furioso e cortês. No entanto,com relação à mulher amada,esse herói é sempre:
a) pouco dedicado..
b) infiel.
c) devotado.
d) indelicado
e) n.d.a.
11 Sobre o momento histórico do Trovadorismo, está incorreta a alternativa:
a) Período das grandes cruzadas terrestres;
b) Feudalismo e Teocentrismo;
c) Estratificação social: clero / igreja católica;  nobres / monarquia e pobres / povo.
d) O Condado Portucalense (Portugal) “aparece no mapa” como país independente da Espanha (na PenínsulaIbérica);
e) Dom Dinis foi o trovador da primeira cantiga do Trovadorismo chamada de “A Cantiga da Ribeirinha”.
12. Uma cantiga de amor somente não possui:
a) eu-lírico feminino;
b) vassalagem amorosa;
c) coita de amor;
d) origem provençal;
e) ambiente palaciano.
13. Há mais dois tipos de cantigas do Trovadorismo, além das líricas. São devidamente denominadas de:
a) satíricas: de escárnio e de maldizer;
b) satíricas: de amor e de amigo;
c) feudais e cortesãs;
d) cantigas de Dom Dinis, o rei trovador;
e) cantigas para Inês de Castro.
14 (Gama-2011) Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das cantigas de amor.
a) O ambiente é rural ou familiar.
b) O trovador assume o eu-lírico masculino: é o homem quem fala.
c) Têm origem provençal.
d) Expressam a “coita” amorosa do trovador, por amar uma dama inacessível.
e) A mulher é um ser superior, normalmente pertencente a uma categoria social mais elevada que a do
trovador.
15. (FAAP) Tomemos a palavra AMIGO. Todos conhecem o sentido com que esta forma lingüística é usualmente empregada no falar atual. Contudo,  na Idade Média, como se observa nas cantigas medievais, a palavra AMIGO significou:
a) colega
b) companheiro
c) namorado
d) simpático
e) acolhedor
16. O que significa “inspiração provençal” em se tratando das poesias trovadorescas?
a) Tem origem lusitana, mais precisamente, no sul de Portugal;
b) Trata de uma região ao sul da França conhecida como Provença;
c) Nascida em Minas Gerais, a atriz Maitê Proença foi a principal musa inspiradora dos poetas;
d) A inspiração era proveniente da gastronomia e dos banquetes servidos ao rei trovador;
e) A musicalidade proveniente da lírica portuguesa inspirou os poetas franceses (provençais);
17. Em relação às “Cantigas de Amigo” é incorreto afirmar que:
a) O trovador imaginava como seriam as emoções do eu-lírico feminino;
b) A mulher que “fala” normalmente é do povo;
c) O amigo é a representação do amado;
d) A mulher lamenta e chora pela ausência do amigo/amante;
e) Há a confidência do “eu-lírico” para um homem;
18. A expressão “mia senhor” e “mia dona” evidenciam:
a) O amor cortês, subserviente, numa relação muito semelhante a do servo feudal;
b) O amado surge como tratamento de “meu amigo”;
c) O homem apaixonado relata seu desespero ao rei através das cantigas;
d) “mia senhor” é quando a mulher apresenta seu desespero diante da ausência do amado;
e) o trovador, normalmente de classe social elevada, deseja uma mulher simples cortejando-a;
19. Interpretando historicamente a relação de vassalagem entre homem amante/mulher amada, ou mulher amante/homem amado, pode-se afirmar que:
a) o Trovadorismo corresponde ao Renascimento
b) o Trovadorismo corresponde ao movimento humanista
c) o Trovadorismo corresponde ao Feudalismo
d) o Trovadorismo e o Medievalismo só poderiam ser provençais
e) tanto o Trovadorismo como o Humanismo são expressões da decadência medieval;
20. Quais os dois nomes mais importantes do Trovadorismo em Portugal?
a) Dom Manuel e Paulo Soares de Magalhães;
b) Dom João VI e Pero Vaz de Caminha;
c) Dom Pedro I e Luis de Camões;
d) Dom Dinis e Paio Soares de Taveirós;
e) Dom Pedro II e Pero Magalhães de Gândavo;
21. Use “T” para Trovadorismo e “H” para Humanismo:
( ) Cantiga de Guarvaia, primeiro documento em Língua Portuguesa, escrita por Paio Soares de Taveirós;
( ) Cancioneiro Geral, compilação de poemas feita por Garcia de Resende;
( ) Poesia associada à música, acompanhada por instrumentos como a cítara, a guitarra, o alude, a flauta;
( ) Dramaturgia de caráter alegórico, através da qual se formaliza o preceito “ridendo castigat mores”;
( ) Novelas de cavalaria, narrativas que giram em torno das peripécias de um cavaleiro que luta pela coroa e em nome de Deus;
A seqüência correta encontramos na alternativa:
a)    T – T –T – H – H
b)    H- H – T – H – T
c)    H- T – H – H – T
d)    H- T – T – H – T
e)    NDA
22. Use “T” para Trovadorismo e “H” para Humanismo:
( ) Presença de uma crescente valorização do homem bem como de sua ação sobre a Terra;
( ) Sociedade de caráter estamental, na qual não há a possibilidade de ascensão através do acúmulo de bens;
( ) Fernão Lopes, considerado como o fundador da historiografia em Língua Portuguesa;
( ) Equilíbrio entre teocentrismo e antropocentrismo;
( ) Período literário inaugurado e 1418, com a nomeação de Fernão Lopes como guarda-mor da Torre do Tombo;
A seqüência correta encontramos na alternativa:
a)    T – T –T – H – H
b)    H- H – T – H – T
c)    H- T – H – H – T
d)    H- T – T – H – T
e)    NDA
23. O Cancioneiro Geral não contém:
a) Composições com motes e glosas.
b) Cantigas e esparsas.
c) Trovas e vilancetes.
d) Composições na medida velha.
e) Sonetos e canções.
24. Leia o texto a seguir e responda à questão 01.
“No século XII, em Portugal e na Galiza, floresceu uma importante poesia de inspiração provençal, que se tornou uma das mais expressivas manifestações literárias europeias do período, composta não exatamente em português, mas em galego-português. Apenas alguns séculos depois esses idiomas se separariam, formando as modernas línguas de Portugal e da Galiza.
Na verdade, não se tratava de poesia como a conhecemos hoje. Os versos eram todos musicados.” (Revista Discutindo Língua Portuguesa. Ano 1. nº 2 – fev. 2006 – p. 13)
(ARL) Analise as afirmações a seguir:
I-O texto se refere ao período literário conhecido por Trovadorismo.
II-O marco inicial desse movimento citado no texto é a nomeação de Fernão Lopes para o cargo de cronista-mor da Torre do Tombo em 1434.
III-No Trovadorismo encontramos as cantigas medievais (divididas em líricas e satíricas) e as novelas de cavalaria.
Está (ão) correta (s)?
A)Apenas I.
B)Apenas II.
C)Apenas I e III.
D)Apenas II e III.
E)I, II e III.
25.  (UFPA – modificada) 1) Amor, desamor e ciúme; 2) frequente inspiraçãona vida popular e exploração do eu feminino, indicam, respectivamente, cantigas de:
a) amigo e amor.
b) amor e amigo.
c) amor e escárnio.
d) escárnio e amigo.
e) maldizer e regresso.


Gabarito
1 – D
2 – E
3 – A
4 – C
5 – E
6 – A
7 – D
8 – C
9 – B
10 – C
11 – E
12 – A
13 – A
14 – A
15 – C
16 – B
17 – E
18 – A
19 – C
20 – D
21 – E (T-H-T-H-T)
22 – E (H-T-H-H-H)
23 – E
24 – C
25 – B

Atividade de interpretação de texto para o 1º ano 20/02/2020

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