Este blog é um espaço reservado para todas as questões e vertentes de vestibular na disciplina de Língua Portuguesa em todas as frentes: Literatura, Gramática e Redação. Sou professor de Língua Portuguesa e Inglês com formação em Letras pela PUC-SP, Especialista em Literatura e com Pós-graduação em Leitura e Produção de Texto na Loyola University Chicago. Escritor dos livros: "A divina tragicomédia humana" e "A cabeça do objeto". .
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Trabalho de inglês - Terceiros anos Ensino Médio
Responda a atividade durante a aula. É um simulado da prova de inglês para o ENEM 2019.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfcH7wtZSkEa8p7tKN-LeBH-9BXOAzOcTd-CSvAerR79BNnsQ/viewform?usp=sf_link
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Simulado - Conhecimentos Gerais Unicamp - Correção automática
Acesse o link e responda 10 questões da prova de conhecimentos gerais da Unicamp, obtenha a correção automática.
Bons estudos!!!
Redação Unicamp 2013 - Carta de leitor
Imagine que, ao ler a matéria “Cães vão tomar uma
‘gelada’ com cerveja pet”, você se sente incomodado por não haver nela nenhuma
alusão aos possíveis efeitos que esse tipo de produto pode ter sobre o consumo
de álcool, especialmente por adolescentes.
Como leitor assíduo, você vem
acompanhando o debate sobre o álcool na
adolescência e decide escrever uma carta
para a seção Leitor do jornal,
criticando a matéria por não mencionar o problema do aumento do consumo de álcool.
Nessa carta, dirigida aos redatores do jornal, você
deverá:
·
fazer menção à matéria publicada, de modo que mesmo
quem não a tenha lido entenda a importância da crítica que você faz;
·
fundamentar a sua crítica com dados apresentados na
matéria “Vergonha Nacional”, reproduzidos adiante.
Atenção: ao assinar a carta, use apenas as
iniciais do remetente.
Cães vão tomar uma “gelada” com cerveja pet
Produto feito especialmente para
cachorros chega ao mercado nacional em agosto
Uniformizado, Manolito não só bebeu a gelada durante o jogo contra o Boca Juniors como latiu sem parar até o fim da partida.
Desenvolvida
pelo centro de tecnologia e formação de cervejeiros do Senai, no Rio de
Janeiro, a bebida canina é feita à base de malte e extrato de carne; não tem
álcool, lúpulo, nem gás
carbônico. O dono da
empresa promete uma linha completa de “petiscos líquidos”, que inclui suco,
vinho e champanhe. A lista de
produtos humanos em versões animais não para de crescer.
Já
existem molhos, tempero para ração e até patê.
O sorvete
Ice Pet é uma boa opção para o verão. A sobremesa tem menos lactose, não tem
gorduras nem açúcar. (Adaptado de Ricardo
Bunduky, Folha de São Paulo, São
Paulo, 22 julh.2012, Cotidiano 3 p.)
Vergonha nacional
As décadas de
descumprimento da lei (...) contribuíram para que os adultos se habituassem a
ver o consumo de bebidas entre adolescentes como “mal menor”, comparado aos
perigos do mundo. (...) Um estudo publicado pela revista Drugs and Alcohol Dependence ouviu 15.000 jovens nas 27 capitais
brasileiras. O cenário que emerge do estudo é alarmante. Ao longo de um ano, um
em cada três jovens brasileiros de 14 a 17 anos se embebedou ao menos uma vez.
Em 54% dos casos mais recentes, isso ocorreu na sua casa ou na de amigos ou
parentes. Os números confirmam também a leniência com que os adultos encaram a
transgressão. Em 17% dos episódios, os menores estavam acompanhados dos
próprios pais ou de tios.
Resultados da pesquisa
realizada com 15.000 jovens de 14 a 17 anos nas 27 capitais brasileiras
|
Quantas
vezes se embebedou
|
|
Onde ficou embriagado
(na última vez em que bebeu)
|
|
Com
quem bebeu
(na última vez em que
bebeu)
|
|||
|
Nenhuma vez
|
12%
|
Bar
|
35%
|
Amigos
|
50%
|
||
|
Uma vez na vida
|
35%
|
Casa de amigos
|
30%
|
Irmãos e primos
|
26%
|
||
|
Ao menos uma vez no último ano
|
32%
|
Casa de parentes
|
13%
|
Pais ou tios
|
17%
|
||
|
Própria casa
|
11%
|
Namorado
|
5%
|
||||
|
Ao menos uma vez no último mês
|
21%
|
Festas ou praia
|
11%
|
Sozinho
|
2%
|
||
|
|
|
||||||
(Adaptado
de Revista Veja, Editora Abril, São
Paulo, no 28, 11 julh. 2012, p. 81-82.)
Redação Unicamp - 2013 - Resumo
Imagine-se como um estudante de ensino médio de uma escola
que organizará um painel sobre características psicológicas e suas implicações
no plano individual e na vida em sociedade. Nesse painel, destinado à comunidade escolar, cada texto reproduzido será
antecedido por um resumo. Você ficou
responsável por elaborar o resumo que
apresentará a matéria transcrita abaixo, extraída de uma revista de divulgação
científica. Nesse resumo você deverá:
·
apresentar
o ponto de vista expresso no texto, a respeito da importância do pessimismo em
oposição ao otimismo, relacionando esse ponto de vista aos argumentos centrais
que o sustentam.
Atenção: uma vez que a matéria será
reproduzida integralmente, seu texto deve ser construído sem copiar enunciados
da matéria.
PESSIMISMO
Para começar, precisamos de pessimistas por perto. Como
diz o psicólogo americano Martin Seligman: “Os visionários, os planejadores, os
desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem,
explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um
desastre”, afirma. Qualquer empresa precisa de figuras que joguem a dura
realidade sobre os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes financeiros,
engenheiros de segurança...
Esse realismo é coisa pequena se comparado com o pessimismo
do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Para ele, o otimismo é a
causa de todo o sofrimento existencial. Somos movidos pela vontade – um
sentimento que nos leva a agir, assumir riscos e conquistar objetivos. Mas essa
vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilusões: dela vamos ao
sucesso, então à frustração – e a uma nova vontade.
Mas qual é o remédio, então? Se livrar das vontades e
passar o resto da vida na cama sem produzir mais nada? Claro que não. A
filosofia do alemão não foi produzida para ser levada ao pé da letra. Mas essa
visão seca joga luz no outro lado da moeda do pessimismo: o excesso de otimismo
– propagandeado nas últimas décadas por toneladas de livros de autoajuda. O
segredo por trás do otimismo exacerbado, do pensamento positivo desvairado, não
tem nada de glorioso: ele é uma fonte de ansiedade. É o que concluíram os
psicólogos John Lee e Joane Wood, da Universidade de Waterloo, no Canadá. Um
estudo deles mostrou que pacientes com autoestima baixa tendem a piorar ainda
mais quando são obrigados a pensar positivamente.
Na
prática: é como se, ao repetir para si mesmo que você vai conseguir uma
promoção no trabalho, por exemplo, isso só servisse para lembrar o quanto você
está distante disso. A conclusão dos pesquisadores é que o melhor caminho é
entender as razões do seu pessimismo e aí sim tomar providências. E que o pior
é enterrar os pensamentos negativos sob uma camada de otimismo artificial. O
filósofo britânico Roger Scruton vai além disso. Para ele, há algo pior do que
o otimismo puro e simples: o “otimismo inescrupuloso”. Aquelas utopias* que
levam populações inteiras a aceitar falácias** e resistir à razão. O maior
exemplo disso foi a ascensão do nazismo – um regime terrível, mas
essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza
inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo
inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os
piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.
(Extraído de M. Horta, “O lado
bom das coisas ruins”, em Superinteressante,
São Paulo, no 302, março 2012. http://super.abril.com.br/cotidiano/lado-bom-coisas-ruins-68705.shtml.
Acessado em 2/09/2012.)
* Utopia: projeto de natureza
irrealizável; ideia generosa, porém impraticável; quimera; fantasia.
** Falácia: qualquer enunciado
ou raciocínio falso que, entretanto, simula a veracidade; raciocínio
verossímil, porém falso; engano; trapaça.
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